Coisas Loucas do João
Ando colecionando saudades, e as guardo num cantinho bem escuro da minha mente, junto aquelas porcarias que herdei de você. A música que você vivia escutando, é reproduzida quase inaudível criando o cenário perfeito do meu inferno interior. As minhas coleções se perdem no meio de tanta bagunça, e eu não tenho a habilidade de enxergar algo naquele amontoado de coisas nossas. Talvez eu também não queria encontrar algo nessa tralha que levo na memória, porque sempre acabo ficando soterrado quando imagino que poderíamos ter sido absurdamente felizes. Talvez eu não queira mesmo revirar tudo aquilo que resolvi aceitar de você, porque tudo parece muito lindo até eu me tocar que não passa de uma miragem que eu mesmo criei. Eu deixo todas as saudades que sinto isoladas. E não adianta tentar procurar algo bom naquilo tudo, porque aprendi que quando queremos muito algo que não se pode matar e nem ter, o melhor jeito é esquecer. Então eu disfarço, e escondo.
Sean Wilhelm. 
Você faz faxina em seu escritório, em sua bolsa, em sua casa, mas não faz uma faxina em tudo o que perturba a sua alma. Você não desliga a sua mente, não gerencia seus pensamentos e vive fazendo velório antes de morto. O que significa isso? Significa sofrer por antecipação, viver problemas que ainda não ocorreram e que talvez nem ocorram.
Augusto Cury. (via looveisadrug)
Não está tudo bem agora, pequena. Mas vai ficar. Por ora, me manterei afastado. Por birra, preguiça ou medo simplesmente. Não sei se é uma preparação pra não ter você ou se tenho pavor de medir o tempo ou, quem sabe, um receio covarde de que a gente não saiba terminar e deixe passar nosso prazo de validade por i-meios cada mês mais curtos. Eu não sei se você queria que eu lutasse ou não, mas agora tanto faz. Muitas pessoas ficaram pra trás, outras tantas deixei passar. Não sei de que lado você está. Mas. Bem. A vida segue, não sei como, mas é confortável pensar assim. São as estradas da vida. Só se pode seguir uma delas, sem nunca saber como seriam as outras. Acontece assim também com alguns amores. Apenas seguindo em frente, por mim e por nós dois. Sinto saudades, dói um pouco. Mas não sei o que dói mais. Quando acaba, quando sentimos que acabou, ou quando a gente precisa cair na real que acabou e já faz tempo.
Gabito Nunes.   
Acho que aquela teoria de que a gente deve mudar o foco da vida de vez em quando é verdadeira. Não adianta bater sempre na mesma tecla, quebrar a cabeça sempre com os mesmos problemas, provar pela milésima vez uma comida ruim. O que não é, simplesmente não é. Por mais que a gente se esforce pra fazer com que seja, não adianta. Perseverança é um ato bonito, mas persistência sem perspectiva é burrice. Perder tempo é perder inúmeras oportunidades, histórias e momentos. E ainda tem quem perde a própria vida cuidando de outras vidas que não lhe diz respeito. Nunca entendi a alegria alheia em ver a derrota do outro. Nunca compreendi o que tem de tão interessante no umbigo do próximo. Tem gente que além de perder tempo, perde o senso. E não muda de foco nunca! Se você olha pra uma árvore de frutos podres por muito tempo, se torna incapaz de perceber a floresta de frutos maduros que existe a sua volta. Não adianta cruzar os braços e dizer que quer. Querer é simples. Complicado é descruzar os braços e fazer acontecer. É mudar os planos, voltar atrás, ir por outro caminho, sair da rota, largar a bússola do mundo e abrir mão do cômodo. Há coisas, e principalmente pessoas, que não merecem ser focadas. Por outro lado, existe tanta coisa bonita nesse mundo pra ser vista, pra ser lida, pra ser compreendida. Chega de olhar pro lado feio, obscuro e monótono da vida. A regra é expelir os sentimentos ruins e lutar pelas causas que nos tornem completos.
Capitule